- Quem segura aqueles imensos pirulitos amarelos e organiza o tráfego quando as crianças estão saindo da escola são outras crianças. Sério. Tipo 9 ou 10 anos de idade. E funciona!
- Os israelenses fazem uma coisa por vez. Se eles trabalham numa loja e estão conversando com você, suponhamos que o telefone comece a tocar ensandecidamente. Problema dele. Eles nem se abalam. Afinal de contas, se a pessoa realmente quiser falar com eles, volta a ligar.
- Judeus, muçulmanos e druzos vivem no país. Mas cada um ocupa sua vila, frequenta suas escolas e preserva seus costumes.
- Era a segunda vez que íamos a uma casa de câmbio para trocar dólares por shekels. O atendente sorriu, deu-nos balas e abençoou nossas vidas. Nem era tanto dinheiro assim!
- Se você procurar banana, só tem nanica. E é meio sem gosto. Mas como eles fazem o jogo do contente, justificam dizendo que os israelenses não gostam de frutas muito doces. (é boa, vá!)
- Em ruas de duas mãos, a faixa do meio é branca. A faixa amarela - contínua ou descontínua - é um ícone por estas plagas. Mas lá, você precisa prestar mais atenção à sinalização para não dar de cara com um ônibus.
- Visitamos um kibutz antroposófico (tipo sincretismo religioso, manja? Israel + Alemanha!!). O negócio é tão avançado que eles usam oshibori (aquela toalhinha aquecida que a gente usa para limpar as mãos em restaurantes japoneses) para higienizar o úbere das vacas. Adicionalmente, a textura do tecido é parecida com a língua do bezerro e estimula o leite. E é claro que eles usam uma toalhinha por úbere e depois mandam para a lavanderia a quente. Super!
- O tabule é feito com salsinha, cebola e trigo. Não tem esse lance de tomate. É muito gostoso.
- A arquitetura é sóbria. Eles não têm as invencionices que a gente vê por aqui. As linhas são retas. Os carros também têm linha mais tradicional.
- Quando o avião aterra, todos aplaudem o piloto. Não importa se houve turbulência ou qualquer dificuldade no pouso.
- Romãs têm cor. E sabor!
- Estávamos no hotel de Jerusalém. Zé perguntou ao garçon "Tem água?" e, em resposta, ouviu "Tem shekels?"
- A gente fala muito pouco com as mulheres em qualquer um desses países, especialmente naqueles de cultura muçulmana. No Egito, os homens são muito brincalhões: diziam que o Zé tinha 3 esposas (Monique, Juliana e eu) e faziam ofertas para troca por camelos.
- Assim como na Índia, há grande prazer em negociar. Os preços marcados nos produtos raramente são finais.
- Numa loja em Petra, o vendedor estava sozinho e nos deixou à vontade enquanto ia até o fundo para preparar chá para nós. Tudo na confiança.
- Sempre que nos perguntavam de onde éramos, sorriam ao ouvir "Brasil". Em seguida, fatalmente diziam "Ronaldo" ou "futebol". E o passaporte brasileiro foi sempre bem-vindo e recebido com entusiasmo.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Não é o Brasil
Quando chegamos a Israel, minha primeira impressão foi dúbia: ora eu achava que era tudo igual embora em continentes diferentes. Dali a pouco, parecia que estávamos a galáxias de distância. O fato é que, fora aquele lance de brigar com os vizinhos fora do campo de futebol, o dia-a-dia deles é bem parecido com o nosso. No prédio, tem sempre um morador que ocupa a vaga do outro, larga o carrinho de compras fora do lugar ou leva o cachorro para fazer cocô na entrada de visitantes. Eles também encrencam com atendentes em serviço de atendimento ao cliente e com seguranças de shopping. Ainda assim, algumas coisas simplesmente não acontecem no Brasil. Por exemplo:
domingo, 21 de março de 2010
Qual é o preço da gasolina?
Qual é o preço da gasolina naqueles célebres países produtores, que aprontaram tremenda confusão nos anos 80? Lembra da OPEP? A gente supunha que eles viviam em seus cáftans, jogando Mercedes potentes na areia e queimando notas de 100 dólares para acender seus narguilés. (Bem, eu continuo achando que eles faziam isso mesmo.)
O que encontramos foram países mais desenvolvidos ou mais atrasados, com mais areia ou mais área irrigada. Mas as estradas são ótimas e as Mercedes e Jaguares continuam rugindo, agora em ambientes mais propícios para suas privilegiadas estruturas. Mas quanto se paga pelo combustível na bomba? No Egito, um litro de diesel custa o equivalente a R$ 0,35 e o litro da gasolina, R$ 0,59 (sem etanol!!).
Em Israel, com guerra e tudo o mais, paga-se R$ 2,66 pelo litro de gasolina normal e R$ 3,34 pela especial, enquanto o diesel custa o equivalente a R$ 4,71.
Lembrando que, nesta data, os preços praticados aqui (valores de São Paulo) - com aquela misturinha de álcool etílico, a gasolina normal custa entre R$ 2,20 e R$ 3, enquanto o diesel está custando de R$ 1,70 a R$ 2,40. E olha que a gente jura que tem todo o estoque de combustível fóssil para os próximos anos...
O que encontramos foram países mais desenvolvidos ou mais atrasados, com mais areia ou mais área irrigada. Mas as estradas são ótimas e as Mercedes e Jaguares continuam rugindo, agora em ambientes mais propícios para suas privilegiadas estruturas. Mas quanto se paga pelo combustível na bomba? No Egito, um litro de diesel custa o equivalente a R$ 0,35 e o litro da gasolina, R$ 0,59 (sem etanol!!).
Em Israel, com guerra e tudo o mais, paga-se R$ 2,66 pelo litro de gasolina normal e R$ 3,34 pela especial, enquanto o diesel custa o equivalente a R$ 4,71.
Lembrando que, nesta data, os preços praticados aqui (valores de São Paulo) - com aquela misturinha de álcool etílico, a gasolina normal custa entre R$ 2,20 e R$ 3, enquanto o diesel está custando de R$ 1,70 a R$ 2,40. E olha que a gente jura que tem todo o estoque de combustível fóssil para os próximos anos...
sexta-feira, 5 de março de 2010
História em Quadrinhos
Bem, já faz uns dias que a gente chegou ao Brasil e eu ainda não contei como foi a experiência na saída de Tel Aviv. É mais uma que vai reforçar o histórico em aduanas. Amanhã eu escrevo.
Enquanto isso, envio o link para o álbum Picasa que finalmente está pronto. Espero que funcione e que dê para ver as legendas. (Com elas, fica beeem mais fácil pra entender)
Se vocês tiverem curiosidade de espiar as fotos, por favor, depois me contem se deu certo o acesso, OK?
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Areia no sapato
Mais uma situação insólita se soma a minhas aventuras em aduanas (vide post "Na Fronteira").
Esta semana, quando estávamos atravessando a fronteira do Egito para Israel, eles tinham decidido revistar tudo com fervor. No raio X, minha mala passou e voltou. Foi virada de lado, passou e voltou. Do outro lado. Passou e voltou. Cada vez que ia e voltava, juntava mais gente da aduana, confabulando. Me chamaram.
Parênteses: minha cunhada Patrícia é psicóloga e trabalha com uma técnica chamada sandplay. (Mais informações só com ela). Tudo que eu sei é que sempre que vou a uma praia diferente, ela diz "Se tiver uma areia legal, traz pra mim." E o mantra vai se repetindo o tempo todo. Quando estive no Tibete, achei que seria bacana levar uma areia que tinha sido pisada pelo próprio Buda. Adorou. Agora, estando NA Terra Santa, trouxe um monte de embalagens e peguei areia do Mar Morto, areia do Mar Vermelho, areia do Monte Sinai, areia de Saint Katherine e sua salsa ardente... Tinha uma meia dúzia de saquinhos. (e ela vai pagar pelo excesso de peso!)
Na verdade, o que tinha era uma meia dúzia de coisas que o robô que provavelmente mora dentro do raio X dizia "não tem registro, não tem registro". E eu, com esta cara de Mula. O militar me chamou, imagino que com a arma engatilhada. Não sei, não vi. E perguntou o que tinha dentro da minha mala. Eu respondi "roupa, compras, sapatos, cremes...".
- Tudo seu?
- Tudo meu. Ah, e tem areia de vários lugares. Sabe o que é? Deixa eu expli...
Ele não queria saber. Pegou um par de luvas de borracha, levantou uma sobrancelha, pediu para eu abrir a mala e começou a investigar tudo. Lá de dentro saía escaravelho, camelo de pelúcia, miniatura de múmia, chá beduíno... Parecia mala de mascate. Finalmente, lá no fundo, ele encontrou um saquinho cheio de areia. (Eu tinha avisado!) Fez cara de Sherlock, pegou o saquinho pelas beiradas enquanto o examinava com os olhos.
Eu mostrei a ele um papelzinho ali dentro, onde se lia “Mar Vermelho”. (Viu? Mar Vermelho. Areia.)
Ele caminhou até o fundo da sala e mostrou o achado a seu superior. Areia. Beleza. Me deu a oportunidade de refazer a ‘zona’ que é uma mala quando a gente está voltando de algum lugar. E seguimos viagem sem maiores distúrbios internacionais. Ainda perguntei a ele se areia podia. Podia.
Mas esta história ainda não acabou. Amanhã, passamos por uma aduana de Israel para o Brasil. Depois eu conto.
Esta semana, quando estávamos atravessando a fronteira do Egito para Israel, eles tinham decidido revistar tudo com fervor. No raio X, minha mala passou e voltou. Foi virada de lado, passou e voltou. Do outro lado. Passou e voltou. Cada vez que ia e voltava, juntava mais gente da aduana, confabulando. Me chamaram.
Parênteses: minha cunhada Patrícia é psicóloga e trabalha com uma técnica chamada sandplay. (Mais informações só com ela). Tudo que eu sei é que sempre que vou a uma praia diferente, ela diz "Se tiver uma areia legal, traz pra mim." E o mantra vai se repetindo o tempo todo. Quando estive no Tibete, achei que seria bacana levar uma areia que tinha sido pisada pelo próprio Buda. Adorou. Agora, estando NA Terra Santa, trouxe um monte de embalagens e peguei areia do Mar Morto, areia do Mar Vermelho, areia do Monte Sinai, areia de Saint Katherine e sua salsa ardente... Tinha uma meia dúzia de saquinhos. (e ela vai pagar pelo excesso de peso!)
Na verdade, o que tinha era uma meia dúzia de coisas que o robô que provavelmente mora dentro do raio X dizia "não tem registro, não tem registro". E eu, com esta cara de Mula. O militar me chamou, imagino que com a arma engatilhada. Não sei, não vi. E perguntou o que tinha dentro da minha mala. Eu respondi "roupa, compras, sapatos, cremes...".
- Tudo seu?
- Tudo meu. Ah, e tem areia de vários lugares. Sabe o que é? Deixa eu expli...
Ele não queria saber. Pegou um par de luvas de borracha, levantou uma sobrancelha, pediu para eu abrir a mala e começou a investigar tudo. Lá de dentro saía escaravelho, camelo de pelúcia, miniatura de múmia, chá beduíno... Parecia mala de mascate. Finalmente, lá no fundo, ele encontrou um saquinho cheio de areia. (Eu tinha avisado!) Fez cara de Sherlock, pegou o saquinho pelas beiradas enquanto o examinava com os olhos.
Eu mostrei a ele um papelzinho ali dentro, onde se lia “Mar Vermelho”. (Viu? Mar Vermelho. Areia.)
Ele caminhou até o fundo da sala e mostrou o achado a seu superior. Areia. Beleza. Me deu a oportunidade de refazer a ‘zona’ que é uma mala quando a gente está voltando de algum lugar. E seguimos viagem sem maiores distúrbios internacionais. Ainda perguntei a ele se areia podia. Podia.
Mas esta história ainda não acabou. Amanhã, passamos por uma aduana de Israel para o Brasil. Depois eu conto.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
África, Egito, Santa Catarina
Se eu lhe disser que estive em Santa Catarina, você vai responder que eu podia ter descido via Paraná que teria sido bem mais baratinho. Ora, veja. Para começar, Santa Catarina é uma santa de primeira linha. Bacana mesmo. Top 10!
Pois bem, da costa da Península do Sinai, seguimos por um deserto belissimo até chegarmos lá. Uma montanha com um mosteiro no topo. Ali dentro, vivem 25 monges ortodoxos e – pasme – uma mesquita. Tudo junto. Puro sincretismo religioso da mais baiana estirpe! Amei.
Também é ali dentro que fica a "salsa ardente", uma planta que queimou por muito tempo e ninguém conseguia apagar. Acredite ou não, mas ela continua lá - virou um arbusto vigoroso que não é regado por ninguém. Simplesmente não morre e vive de uma energia própria. Toquei nele.
Mas não ligue djá. Atrás do mosteiro tem uma montanha de areia vermelha. E à esquerda, outra de areia preta. Pois bem. Aquela vermelha é onde Moisés (juro!) ficou durante 40 dias e 40 noites esculpindo as tábuas dos 10 mandamentos. Po-de??????? E foi na preta que ele bateu um papo com o Divino. Por essa, nenhum de nós esperava. A gente nem imaginava que era ali que o Antigo Testamento praticamente aconteceu. Ali foi o lugar mais estranho, que deu uma sensação de estarmos caminhando pelas páginas da Bíblia.
Trouxe um punhado de terra de lá. Terra Santa.
Pois bem, da costa da Península do Sinai, seguimos por um deserto belissimo até chegarmos lá. Uma montanha com um mosteiro no topo. Ali dentro, vivem 25 monges ortodoxos e – pasme – uma mesquita. Tudo junto. Puro sincretismo religioso da mais baiana estirpe! Amei.
Também é ali dentro que fica a "salsa ardente", uma planta que queimou por muito tempo e ninguém conseguia apagar. Acredite ou não, mas ela continua lá - virou um arbusto vigoroso que não é regado por ninguém. Simplesmente não morre e vive de uma energia própria. Toquei nele.
Mas não ligue djá. Atrás do mosteiro tem uma montanha de areia vermelha. E à esquerda, outra de areia preta. Pois bem. Aquela vermelha é onde Moisés (juro!) ficou durante 40 dias e 40 noites esculpindo as tábuas dos 10 mandamentos. Po-de??????? E foi na preta que ele bateu um papo com o Divino. Por essa, nenhum de nós esperava. A gente nem imaginava que era ali que o Antigo Testamento praticamente aconteceu. Ali foi o lugar mais estranho, que deu uma sensação de estarmos caminhando pelas páginas da Bíblia.
Trouxe um punhado de terra de lá. Terra Santa.
Ali atrás do mosteiro, de onde se vê um raio de sol, fica a montanha vermelha.
Afinal de contas, eles estão em guerra ou não?
Especialmente no norte do país, nas colinas de Golan, passamos por muitos terrenos isolados por ainda haver minas não disparadas. Na verdade, pertinho de Haifa também havia áreas assim. Ali em Golan, também vimos velhas casas abandonadas com suas paredes metralhadas e áreas que foram usadas pelas forças armadas no combate à invasão síria em 1967, na Guerra dos Seis Dias.
Aliás, todo o tempo que passei em Israel, em quase todo lugar próximo das fronteiras e em Haifa, era comum ouvirmos grupos de caças F-16. Dizem que quando eles rompem a barreira do som, o deslocamento de ar é muito forte. Não sei. Mas ficou claro que eles vivem em estado de alerta, que treinam o tempo todo e que sempre lembram seus vizinhos de seu poderio bélico.
Por outro lado, o ensino é diferente no país. Quando terminam o correspondente ao Ensino Médio, todos – rapazes e moças – cumprem dois anos de serviço militar (exceto os judeus ortodoxos, que dedicam-se exclusivamente às orações e não à guerra). Depois disso, viajam ou arranjam um trabalho simples até resolver o que querem ser quando crescerem. O que equivale a dizer que é comum haver pessoas de quase 30 anos na graduação. Achei uma coisa excelente. Por outro lado, em qualquer parte a gente via ‘crianças’ do exército, em seus 18 anos, segurando trabucos enormes displicentemente. Não duvido que eles saibam usar aquelas traquitanas, mas não gostaria de estar na mira deles.
Aliás, todo o tempo que passei em Israel, em quase todo lugar próximo das fronteiras e em Haifa, era comum ouvirmos grupos de caças F-16. Dizem que quando eles rompem a barreira do som, o deslocamento de ar é muito forte. Não sei. Mas ficou claro que eles vivem em estado de alerta, que treinam o tempo todo e que sempre lembram seus vizinhos de seu poderio bélico.
Por outro lado, o ensino é diferente no país. Quando terminam o correspondente ao Ensino Médio, todos – rapazes e moças – cumprem dois anos de serviço militar (exceto os judeus ortodoxos, que dedicam-se exclusivamente às orações e não à guerra). Depois disso, viajam ou arranjam um trabalho simples até resolver o que querem ser quando crescerem. O que equivale a dizer que é comum haver pessoas de quase 30 anos na graduação. Achei uma coisa excelente. Por outro lado, em qualquer parte a gente via ‘crianças’ do exército, em seus 18 anos, segurando trabucos enormes displicentemente. Não duvido que eles saibam usar aquelas traquitanas, mas não gostaria de estar na mira deles.
Deixa os casacos que lá no sul tá calor
Mentira!
Depois de Jerusalém, a gente vestiu camisetas e sandálias e seguiu rumo às areias escaldantes do sul do país.
Parênteses: falando 'sul do país', parece que é longe. Mas a gente abasteceu o carro quando deixou Haifa. Aí, parou em Jerusalém, parou no Mar Morto, parou num kibutz pra dormir, parou na fronteira com a Jordânia, parou na fronteira com o Egito. Quando chegou lááááááá no extremo sul do país, ainda tinha um terço de tanque. E depois, voltando direto lááááá do sul até Haifa, chegamos em 5 horas. Minúsculo!
Pois bem: seguimos rumo ao sul praticamente vestidos de turistas americanos, de bermuda e camisa florida. No Mar Morto, evitamos a água gelada na praia e optamos por ir a um dos vários spas, na piscina aquecida com aquela mesma água do mar. Coisa mais engraçada. Parece que a gente está nadando em Geleca. É bem gostoso, mas não dá pra mergulhar. E ainda parece que tem um creminho na pele da gente.
Dormimos no kibutz (depois eu conto mais) e, quando chegamos à Jordânia, todos só falavam na perspectiva de neve no dia seguinte... E a gente de regata... Toca comprar meia de lã, malha e gorro. O dia seguinte amanheceu com frio, vento, chuva e um granizo leve!!!! Nosso hotel era muito perto de Petra, então, seguimos a pé até lá. Valeu cada fio de cabelo molhado, cada dente batido, cada dedo gelado. O lugar é belíssimo e merece ter sido eleito uma das maravilhas do mundo. Só de entrada, tem um canyon estreito com mais de um quilômetro de extensão, onde se vêem pontos destinados a agricultura e esculturas escavadas na pedra. E as próprias pedras são um capítulo à parte, com cores e misturas muito variadas e lindas. De repente, a gente tromba com aquele portal belíssimo feito de pedra. Tem quase 30 metros de altura e quase 50 de largura. Faz a gente esquecer que está molhada e com frio.
No dia seguinte, rumávamos para o Egito. Contrariando as orientações de um militar para que ficássemos ali mesmo, enfrentamos um caminho com muita neve e gelo (cruzes!!!), lembrando daquelas famosas palavras "deixa os casacos que lá no sul tá calor".
Depois de Jerusalém, a gente vestiu camisetas e sandálias e seguiu rumo às areias escaldantes do sul do país.
Parênteses: falando 'sul do país', parece que é longe. Mas a gente abasteceu o carro quando deixou Haifa. Aí, parou em Jerusalém, parou no Mar Morto, parou num kibutz pra dormir, parou na fronteira com a Jordânia, parou na fronteira com o Egito. Quando chegou lááááááá no extremo sul do país, ainda tinha um terço de tanque. E depois, voltando direto lááááá do sul até Haifa, chegamos em 5 horas. Minúsculo!
Pois bem: seguimos rumo ao sul praticamente vestidos de turistas americanos, de bermuda e camisa florida. No Mar Morto, evitamos a água gelada na praia e optamos por ir a um dos vários spas, na piscina aquecida com aquela mesma água do mar. Coisa mais engraçada. Parece que a gente está nadando em Geleca. É bem gostoso, mas não dá pra mergulhar. E ainda parece que tem um creminho na pele da gente.
Dormimos no kibutz (depois eu conto mais) e, quando chegamos à Jordânia, todos só falavam na perspectiva de neve no dia seguinte... E a gente de regata... Toca comprar meia de lã, malha e gorro. O dia seguinte amanheceu com frio, vento, chuva e um granizo leve!!!! Nosso hotel era muito perto de Petra, então, seguimos a pé até lá. Valeu cada fio de cabelo molhado, cada dente batido, cada dedo gelado. O lugar é belíssimo e merece ter sido eleito uma das maravilhas do mundo. Só de entrada, tem um canyon estreito com mais de um quilômetro de extensão, onde se vêem pontos destinados a agricultura e esculturas escavadas na pedra. E as próprias pedras são um capítulo à parte, com cores e misturas muito variadas e lindas. De repente, a gente tromba com aquele portal belíssimo feito de pedra. Tem quase 30 metros de altura e quase 50 de largura. Faz a gente esquecer que está molhada e com frio.
No dia seguinte, rumávamos para o Egito. Contrariando as orientações de um militar para que ficássemos ali mesmo, enfrentamos um caminho com muita neve e gelo (cruzes!!!), lembrando daquelas famosas palavras "deixa os casacos que lá no sul tá calor".
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